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quarta-feira, 16 de março de 2011

Adotar ou não o nome do marido, eis a questão

No meu caso, não vou adotar o sobrenome do Leandro. Por vários motivos. O maior deles é que eu adoro a sonoridade do meu nome completo: Biessa Diniz Lopes Alves. Sempre vi meus sobrenomes com uma certa coerência, como se combinassem entre si.

O outro motivo é que ficaria com um nome muito grande se resolvesse adotar o sobrenome dele. Eu poderia retirar um, claro, mas - teoricamente - deveria ser o Diniz. E como retirar meu sobrenome que mais gosto? Além disso, é o que uso profissionalmente. Quando comecei a trabalhar, assinava como "Biessa Alves". Dois chefes me sugeriram trocar pelo Diniz e assim passei a assinar minhas matérias. Plim! - minha vida profissional melhorou. Não acredito em numerologia e afins, mas como retirar meu amuleto da sorte?

Confesso que também tenho um lado feminista que me faz achar retrógrado apenas a mulher adotar o nome da família do marido. Acho que tem de valer para os dois. Costumo brincar com o Leandro que, se for para usar o nome dele, ele também vai ter de colocar o meu! hahaha O novo código civil não permite isso? Por quê não fazer isso né?

O último e menos importante motivo é que eu tenho preguiça e arrepios só de imaginar ter de ir a tantos órgãos públicos para mudar meus documentos. Posso dizer que já mofei o suficiente no Detran (por causa de identidade e habilitação), seção eleitoral e demais órgãos... Prontofalei!

Este é um assunto polêmico e acho que a resposta para esta pergunta é muito pessoal e cada uma deve procurar dentro de si seu caminho. Deixo claro que não sou daquelas que acha que toda mulher que usa o sobrenome da família do marido uma "amélia", nada disso. Apenas tenho meus motivos para não fazê-lo, assim como você deve encontrar os seus para mudar seu nome ou não. Não se deixe influenciar pela opinião de pai, mãe, sogros, nem mesmo a de seu futuro marido. Esta é sua identidade e cabe a você resolver se vai adotar ou não um novo nome.


Qual a opinião de vocês?